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Ferrovia Alavanca para o desenvolvimento, por Cesario da Silveira
Fonte: ABIFER
Publicada em:: 26/01/2011
No fim do século XVIII, a utilização da máquina a vapor propiciou custos mais baixos e a expansão da produção industrial. No início do século XIX, o inglês George Steveson fabricou a primeira locomotiva, logo usada no transporte de carga e de passageiros. Fácil imaginar o incremento que sua utilização trouxe para o mundo, que transportava seus produtos em carroças e as pessoas em carruagens.
O crescimento do sistema ferroviário foi rápido em diversos países e propiciou também o desenvolvimento da indústria ferroviária. O Brasil, durante o Império, construiu uma malha ferroviária com 10.000 km. Essa extensão aumentou para 36.000km em 1950, mas atualmente é de apenas 29.000 km.
A indústria ferroviária brasileira cresceu sempre atenta à inovação tecnológica e participou ativamente do crescimento do transporte de cargas e de passageiros.
Na segunda metade do século XX, fornecemos trens elétricos completos, em aço inoxidável, para o subúrbio do Rio, São Paulo e Recife, com índice de nacionalização sempre crescente. Produzimos também trens e equipamentos para os metrôs e efetuamos ainda exportações desses produtos, resultantes de licitações internacionais.
Na área de carga, a partir da década de 80, houve uma diminuição expressiva de recursos federais para o sistema, que prejudicou o seu crescimento e até mesmo a manutenção dos seus equipamentos. A prioridade de nossa indústria com a inovação tecnológica criou uma cultura técnica, que auxiliou a retomada do setor ferroviário de carga ocorrida na segunda metade da década de 90.
Anima-nos o planejamento demonstrado nos programas governamentais, como o PNLT, elaborado pelo Ministério dos Transportes, que é um plano de Estado e que aponta investimentos de mais de R$ 400 bilhões até 2035 para resolver a logística de transporte no Brasil. Desse total, R$ 202 bilhões serão aplicados no sistema ferroviário.
As associadas da ABIFER estão confiantes e como prova disso destacamos os vultosos investimentos por elas realizados, visando ao aumento da produção e à inovação, inclusive com o surgimento de novas indústrias.
Temos capacidade para atender a todos os programas ferroviários, tanto para o sistema de carga quanto para o de passageiros, fundamental para o transporte de massas, inclusive para o projeto TAV Brasil, que apoiamos integralmente.
Finalmente, ressaltamos que a indústria ferroviária brasileira dedica o melhor dos seus esforços para colaborar com o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Luis Cesario Amaro da Silveira
Vice-presidente para Relações Institucionais da ABIFER